Eu mudei de casa.
Meu contrato de homestay acabou e, apesar de eu amar aquelas pessoas, era tudo MUITO barulhento. Quatro crianças geram energia suficiente pra explodir uma bomba atômica.
Na minha cabeça.
E também apesar de ser um lugar muito confortável de se morar porque o bairro, Spring Hill, era walking distance de qualquer coisa, era MUITO caro.
Então mudei para o silencioso, charmoso, affordable e adorável bairro de Greenslopes.
O único problema aqui, é que não abrange o mapa de bike compartilhada da cidade. O sistema de transporte público é dividido por zona. Zona 1 é o centro e bairros limítrofes. A partir do próximo bairro depois desses limítrofes, já é zona 2. Uns 3 bairros depois desses da zona 2, já é zona 3 e por aí vai. Acho que chega até 7.
Greenslopes é zona 2. O sistema de bike compartilhada só abrange a zona 1. E tem um outro problema. O ônibus na zona 1 custa 2,68. Na zona 2 já vira 3,14 (no horário comercial. Antes e depois é mais caro). Pra ser feliz e economizar, a única solução é mesmo uma bike.
A que eu quero, uma mountain bike equivalente à que eu tinha no Brasil, custa 700 dólares. Se eu tivesse 700 dólares sobrando, eu ia passar um fds em Sydney.
Então virei aloka do Gumtree. Todo santo dia, assim que chegava da escola, entrava lá e procurava por bikes. Conversei com dezenas de pessoas, fui pessoalmente em 2 lugares ver as bikes, desisti de ir em outros porque eram muito longe, achei a bike perfeita por 30 dólares, mas caindo tanto aos pedaços que ia precisar de 500 dólares para recuperar e assim fui indo até que quarta-feira encontrei Jhon. Um australiano mega gente boa que levou a bike pra eu dar uma olhada, lá no centro, e ainda me deu o locker de presente. E me vendeu uma bike LINDA, vintage, 100% australiana por CINQUENTA DÓLARES. Ele disse que muita gente queria, mas como eu fui a primeira a fazer contato, ele me deu preferência. (Eles são éticos/morais assim e eu merecia. Me dediquei pesado a encontrar a certa).
Voltei pra casa com ela e os 7km em 35 minutos por faixas exclusivas foram lindos, curtindo a agradável noite brisbanense (hahaha brisbanense é uma palavra horrorosa que provavelmente não existe).
Mas faltava subir o banco e como a bike é velha, não tem chavinha pra virar com a mão. Precisa de ferramenta. Onde eu ia arrumar uma???
Por desencargo de consciência resolvi perguntar pro Andy, o australiano com quem divido ap (divido com ele e com mais um casal de Hong Kong, o Anthony e a Ruby) se ele tinha alguma ferramenta. Ao que ele respondeu:
- Oi? Você está me perguntando se eu tenho alguma ferramenta? Minha caixa de ferramentas é maior que essa sala, eles me chamam Handy Andy. Não há nada que eu não possa consertar.
Gente, cada palavra dessa frase ia me fazendo mais feliz. O que mais eu posso querer NA VIDA do que morar com o handy Andy?
Subimos o banco e a bike está perfeita!!!
Mas devo confessar, a brincadeira toda não custou 50 e sim 90. Pedalar sem capacete e luz acesa dá multa pesada. Então gastei 19 dolares num capacete e 20 num kit com lanternas frontal e traseira (e também veio um medidor de velocidade, temperatura e distância que acabei de instalar e testar). Adorei essa alta tecnologia de sensor na minha bike retrô hahaha.
Não é linda?

Olá tudo bem? Sou amiga do Sirley e estamos combinando de ir ano que vem, cada texto novo que leio seu me deixa mais ansiosa para estar logo ai!!!
ResponderExcluirEi Marianne!
ExcluirEstou SUPER esperando vocês chegarem!
Que história linda! Amo finais felizes!!!
ResponderExcluirJá batizou a bike? Tem que ter nome! Rs...
BTW, que maraaaaa ter um 'handy Andy' ao alcance de sua voz! Hehe
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