São 8h44da manhã em Aqba, Jordânia. Vamos fazer uma viagem de onibus de quase duas horas até Petra.
O visual, pra mim, é muito, muito impressionante. São montanhas consideravelmente altas. Secas. É região de deserto. Se não me engano, o guia mencionou que 70% da área do país é deserto. (Me deu sede só de escrever isso).
Elas são muito marrons. No mínimo uns 7 tons de marrom.
E atrás delas um céu incrivelmente azul e limpo, apesar da previsão de que estava nublado. Se eu tirar uma foto, vocês vão dizer que é montagem. Aliás, foi por isso que abri esse bloco de notas no celular enquanto estou no ônibus. Porque eu pensei "isso é tão bonito e imponente, precise tirar uma foto pra mostrar pros meus amigos. Mas olhando daqui, com meus olhos, parece uma colagem mal feita de photoshop, imagina com essa camerinha meia boca do meu celular".
Eu sei que uma imagem vale mais que mil palavras, portanto, eu descrevo aqui e você joga no Google Imagens pra ver se bate com o que imaginou.
Enquanto isso, o guia vai mostrando a nossa esquerda um site eleito patrimonio da humanidade pela Unesco, com rastros arqueológicos que mostram que já tinha gente vivendo aqui 12 mil anos atrás. Eu nem sei quanto tempo é isso.
Aliás, peço desculpas publicamente pela minha ignorância. Ontem, quando a gente estava do outro lado do canal, em Eliat, Israel, dava pra ver a Jordania, na estrada a caminho do Mar Morto e Forte de Massada. De um lado, Israel, montinhos, mais baixinhos, com verdadeiros tesouros geológicos, com formações que estão aqui desde que o planeta começou até mais recentes, de 200 e poucos anos, segundo o guia.
Do outro lado, a Jordânia com esse visual que te contei no começo. A explicação é o movimento das placas tectônicas. A que está do lado de Israel está se movendo pra baixo. A do lado da Jordânia, pra cima. E não é pouco. São 2,5cm por ano.
Tem essa incrível história natural da terra. Tem o fato geográfico/político/cultural de Israel e Jordânia estarem no meio do caminho entre Africa, Asia e Europa - o que faz com que todos os fatos importantes dos primórdios da civilização da nossa era tenham acontecido aqui. Tem o fato de ser terra sagrada. Moisés e Jesus Cristo passaram por aqui e os romanos também vieram invadir... E eu, meus amigos, não sei NADA sobre isso.
Não entendo de geologia, não conheço as tretas que por aqui rolaram e nunca li a Bíblia.
Mas tudo bem. Andar por aqui já abre uma janela e ouvir essas primeiras histórias já vai esclarecendo as coisas. Depois fica mais fácil de entender quando eu volta pro Brasil e comprar aquele livro chamado Breve história do mundo hahaha.
O que posso dizer por agora, do ponto de vista do turista aleatório é que é muito legal. Programe uma visita por aqui. Jordânia é mais pobre e feinha. Mas Israel é rica, limpa, organizada, moderna e tem uma estrutura muito legal para turistas. Sem falar no wifi onde quer que você esteja. O clima, no sentido de energia do lugar, é maravilhoso. É leve - apesar dos moleques novinhos circulando em todos os lugares portando fuzis. E, repito, os visuais são incríveis.
Ainda em Israel, a área de turismo na região do mar morto é, como diria meu tio Marcelo, "de cair o cu da bunda". Sem falar no fato de ser o lugar mais baixo da terra - acho que 450 metros abaixo do nível do mar - e uma experiência maravilhosa que é boiar até sem querer, por causa da alta concentração de sal, tem ainda a infra e beleza do lugar. Olha, quem avisa amigo é: visite Israel.
Eu estava conversando com um passageiro australiano e ele me disse que é a quarta vez que visita o país e que passou 14 dias viajando de ponta a ponta - e que é assim em todos os lugares. Seguro, organizado, com gente bacana que fala inglês. Uma bela experiência.
Mas se você está considerando a Jordânia, eu te digo que Petra é magnífica! É uma surpresa atrás da outra enquanto se caminha por lá. E pra quem gosta de história, é mais que um prato cheio. É um caldeirão, que começa 200 anos antes de Cristo e vai até pouco tempo atrás, quando o governo local tirou os beduínos de lá pra investir no turismo e patrimônio.
E tem também Omã! Na subida das Maldivas pro Mediterraneo, via Canal de Suez, paramos em Omã. Foi meu primeiro contato com o deserto daqui. Tinha camelo andando por todo lado e o céu era embassado por causa da areia. E, andando nesse visual, de repente, do nada, aparece um mar maravilhoso. Um azul único, com as montanhas ao fundo. Impressionante!
Salalah, a capital, também é super limpa, organizada e com cara de rica. Mas, aparentemente, tem muito mais espaço que gente. A distância entre as casas, os bairros e as cidades (estivemos em 3 num único dia) é muito grande. Não consegui decidir se achei legal ou estranho. Mas também acho que vale uma visita. É tão diferente de tudo que estamos acostumados no ocidente, que vira belíssimo.
Eu achava que estava preparada pra ver as novidades, mas essa passagem pelo mundo árabe maxeu demais comigo. Atiçou minha curiosidade, me deu vontade de ficar mais, entender melhor e me lembrou que existem muito mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia.
Em breve chegaremos na Grécia. De lá, contarei mais. No mais, é o que já disseram e todo mundo já sabe:
Navegar é preciso.
Viver não é preciso.
O visual, pra mim, é muito, muito impressionante. São montanhas consideravelmente altas. Secas. É região de deserto. Se não me engano, o guia mencionou que 70% da área do país é deserto. (Me deu sede só de escrever isso).
Elas são muito marrons. No mínimo uns 7 tons de marrom.
E atrás delas um céu incrivelmente azul e limpo, apesar da previsão de que estava nublado. Se eu tirar uma foto, vocês vão dizer que é montagem. Aliás, foi por isso que abri esse bloco de notas no celular enquanto estou no ônibus. Porque eu pensei "isso é tão bonito e imponente, precise tirar uma foto pra mostrar pros meus amigos. Mas olhando daqui, com meus olhos, parece uma colagem mal feita de photoshop, imagina com essa camerinha meia boca do meu celular".
Eu sei que uma imagem vale mais que mil palavras, portanto, eu descrevo aqui e você joga no Google Imagens pra ver se bate com o que imaginou.
Enquanto isso, o guia vai mostrando a nossa esquerda um site eleito patrimonio da humanidade pela Unesco, com rastros arqueológicos que mostram que já tinha gente vivendo aqui 12 mil anos atrás. Eu nem sei quanto tempo é isso.
Aliás, peço desculpas publicamente pela minha ignorância. Ontem, quando a gente estava do outro lado do canal, em Eliat, Israel, dava pra ver a Jordania, na estrada a caminho do Mar Morto e Forte de Massada. De um lado, Israel, montinhos, mais baixinhos, com verdadeiros tesouros geológicos, com formações que estão aqui desde que o planeta começou até mais recentes, de 200 e poucos anos, segundo o guia.
Do outro lado, a Jordânia com esse visual que te contei no começo. A explicação é o movimento das placas tectônicas. A que está do lado de Israel está se movendo pra baixo. A do lado da Jordânia, pra cima. E não é pouco. São 2,5cm por ano.
Tem essa incrível história natural da terra. Tem o fato geográfico/político/cultural de Israel e Jordânia estarem no meio do caminho entre Africa, Asia e Europa - o que faz com que todos os fatos importantes dos primórdios da civilização da nossa era tenham acontecido aqui. Tem o fato de ser terra sagrada. Moisés e Jesus Cristo passaram por aqui e os romanos também vieram invadir... E eu, meus amigos, não sei NADA sobre isso.
Não entendo de geologia, não conheço as tretas que por aqui rolaram e nunca li a Bíblia.
Mas tudo bem. Andar por aqui já abre uma janela e ouvir essas primeiras histórias já vai esclarecendo as coisas. Depois fica mais fácil de entender quando eu volta pro Brasil e comprar aquele livro chamado Breve história do mundo hahaha.
O que posso dizer por agora, do ponto de vista do turista aleatório é que é muito legal. Programe uma visita por aqui. Jordânia é mais pobre e feinha. Mas Israel é rica, limpa, organizada, moderna e tem uma estrutura muito legal para turistas. Sem falar no wifi onde quer que você esteja. O clima, no sentido de energia do lugar, é maravilhoso. É leve - apesar dos moleques novinhos circulando em todos os lugares portando fuzis. E, repito, os visuais são incríveis.
Ainda em Israel, a área de turismo na região do mar morto é, como diria meu tio Marcelo, "de cair o cu da bunda". Sem falar no fato de ser o lugar mais baixo da terra - acho que 450 metros abaixo do nível do mar - e uma experiência maravilhosa que é boiar até sem querer, por causa da alta concentração de sal, tem ainda a infra e beleza do lugar. Olha, quem avisa amigo é: visite Israel.
Eu estava conversando com um passageiro australiano e ele me disse que é a quarta vez que visita o país e que passou 14 dias viajando de ponta a ponta - e que é assim em todos os lugares. Seguro, organizado, com gente bacana que fala inglês. Uma bela experiência.
Mas se você está considerando a Jordânia, eu te digo que Petra é magnífica! É uma surpresa atrás da outra enquanto se caminha por lá. E pra quem gosta de história, é mais que um prato cheio. É um caldeirão, que começa 200 anos antes de Cristo e vai até pouco tempo atrás, quando o governo local tirou os beduínos de lá pra investir no turismo e patrimônio.
E tem também Omã! Na subida das Maldivas pro Mediterraneo, via Canal de Suez, paramos em Omã. Foi meu primeiro contato com o deserto daqui. Tinha camelo andando por todo lado e o céu era embassado por causa da areia. E, andando nesse visual, de repente, do nada, aparece um mar maravilhoso. Um azul único, com as montanhas ao fundo. Impressionante!
Salalah, a capital, também é super limpa, organizada e com cara de rica. Mas, aparentemente, tem muito mais espaço que gente. A distância entre as casas, os bairros e as cidades (estivemos em 3 num único dia) é muito grande. Não consegui decidir se achei legal ou estranho. Mas também acho que vale uma visita. É tão diferente de tudo que estamos acostumados no ocidente, que vira belíssimo.
Eu achava que estava preparada pra ver as novidades, mas essa passagem pelo mundo árabe maxeu demais comigo. Atiçou minha curiosidade, me deu vontade de ficar mais, entender melhor e me lembrou que existem muito mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia.
Em breve chegaremos na Grécia. De lá, contarei mais. No mais, é o que já disseram e todo mundo já sabe:
Navegar é preciso.
Viver não é preciso.
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